terça-feira, 11 de julho de 2017

Santa Teresa VIII - Centro Cultural Laurinda Santos Lobo

postagem original: 19/10/2014

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O Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo foi criado em 1979 por sugestão de um grupo de moradores ilustres de Santa Teresa, liderados pelo teatrólogo Paschoal Carlos Magno.

É uma das mais belas casas de Santa Teresa, na Rua Monte Alegre. Ao contrário do que muitos imaginam, a casa não pertenceu à Laurinda, famosa mecenas do Rio no início do século XX. O nome, em homenagem à mecenas Laurinda Santos Lobo, outra ilustre moradora do bairro, foi sugerido pelo prórpio Paschoal Carlos Magno.

Erguido em 1907 pela Baronesa de Perina, o casarão foi construído no local onde existia um imóvel desde 1884. Adquirido depois pelo General Pinheiro Machado e em seguida por Joaquim Pires Ferreira, antigo senador do Império, o palacete sofreu reformas com a instalação de um enorme aquário cercado por estátuas de animais em cerâmica e um palco, onde conjuntos musicais se apresentavam nos dias de festa. Do antigo aquário não restou nenhum vestígio.

O Centro Cultural realiza atualmente exposições e projeções fotográficas, oficinas de dança e música, apresentações teatrais, atividades infantis, recitais e eventos diversos ao ar livre.

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Quem já viu a postagem de ontem, sobre o Hospital dos Lázaros, não terá dificuldade em perceber que vemos aqui neste casarão um mesmo conjunto de azulejos, em particular, os gerânios encimados por glicínias:

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Os azulejos usados nesta varanda do casarão seriam belgas, da fábrica "Gilliot & Co." da cidade de Hemiksem, perto de Antuérpia, conforme pode ser verificado aqui >>.

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Azulejos art nouveau na varanda térrea:

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Ao menos os azulejos florais seriam belgas, também da fábrica "Gilliot & Co." da cidade de Hemiksem, perto de Antuérpia, conforme pode ser verificado aqui >>.

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2 comentários:

  1. Permita-me uma correção: os cachos nos azulejos não se tratam de uvas, mas sim de glicínias, flores de uma trepadeira muito popular nos jardins do final do século XIX e portanto muito comum no repertório iconográfico art nouveau.

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